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Droga usada para combater o colesterol aumenta risco de diabetes

março 23rd, 2015 Posted by Sem categoria No Comment yet

As estatinas, que são as drogas mais utilizadas contra o colesterol, impedindo a ocorrência de doenças cardiovasculares como angina, infartos e derrames, trazem um risco: provocar diabetes.

A conclusão é de um estudo que acompanhou 8.749 participantes ao longo de seis anos, todos homens finlandeses de 45 a 73 anos e inicialmente não diabéticos. Ele foi publicado no periódico científico “Diabetologia”, que é publicado pela Associação Europeia para o Estudo da Diabetes.

Um pouco mais de 2.000 participantes começaram a usar estatinas, como a sinvastatina (como o Zocor), a atorvastatina (Lipitor) ou a rosuvastatina (Crestor).

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Enquanto 11,1% dos pacientes que tomavam estatinas adquiriram diabetes, 5,8% dos que não tomavam (6.607) foram diagnosticados com a doença.

Ou seja, a chance de ficar com diabetes é quase o dobro em quem usa estatinas em comparação a quem não usa. No Brasil, estima-se que 8 milhões usem as drogas.

Outros fatores também contribuem para adquirir o diabetes, como obesidade, histórico familiar da doença, fumo e uso de diuréticos e betabloqueadores (que combatem a taquicardia).

Mesmo quando descontados os efeitos dessas variáveis, o risco de se adquirir diabetes ainda era 46% maior entre quem usava estatinas. Os pesquisadores ainda não sabem dizer por que ou como isso acontece.

Quem tomava esses medicamentos apresentou uma secreção 12% menor de insulina. Também houve uma perda na sensibilidade ao hormônio –ou seja, ele tem sua função prejudicada em pessoas que tomam estatinas.

“As estatinas são a ‘pedra fundamental’ da terapêutica preventiva. Talvez seja um preço a se pagar”, diz Raul Dias Filho, diretor da Unidade Clínica de Lípides do Incor (Instituto do Coração).

Outros médicos também dizem que os benefícios conseguidos com a medicação podem superar os riscos.

“Graças às estatinas nós obtivemos uma diminuição significativa na incidência de doenças cardiovasculares, principal causa de morte atualmente”, diz o médico e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Airton Golbert.

Antes consideradas “a nova aspirina”, as estatinas também têm outros riscos associados. Cerca de um terço das pessoas se queixam de dores ou desconfortos musculares e ainda há risco de mal funcionamento do rim e do fígado, por exemplo.

Apesar da pletora de riscos, até mesmo a classe médica abusa da droga, diz a cardiologista e especialista em colesterol e hipercolesterolemia familiar Tânia Martinez. “Tem gente que come churrasco e toma estatina depois [para evitar a formação de colesterol ruim], o que não é de forma alguma recomendável”.

Tânia lembra ainda que, conforme as necessidades do paciente, o médico pode variar a escolha da estatina (algumas são mais potentes do que outras) e a dose, reduzindo o risco de efeitos colaterais.

Uma alternativa ao tratamento convencional com estatinas que vem sendo estudada por Dias Filho é a sua associação com a droga ezetimiba, medicamento que impede a absorção de gordura pelo intestino e, assim, também evita a formação de colesterol.

Quando as duas drogas são combinadas, a dosagem de estatina necessária é bem menor, diminuindo o risco de diabetes. Dias Filho está conduzindo estudos para saber se a ezetimiba também provocaria a doença.

Outra alternativa, que está sendo estudada no exterior, é a injeção de anticorpos contra uma enzima chamada PCSK9, que atua na formação do colesterol ruim.

 

Anvisa aprova genérico para depressão e dores crônicas

março 23rd, 2015 Posted by Sem categoria No Comment yet

Depressão: o produto, que tem como princípio ativo o cloridrato de trazodona, ainda não tinha um genérico.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um remédio genérico indicado no tratamento de depressão e de algumas dores crônicas.

O produto, que tem como princípio ativo o cloridrato de trazodona, ainda não tinha um genérico.

O cloridrato de trazodona é classificado como agente antidepressivo que age no sistema serotoninérgico cerebral, isto é, aumenta a concentração da substância serotonina cerebral levando à melhora do humor e dos sintomas relacionados a depressão.

Até agora, 12 remédios ganharam seus primeiros genéricos em 2015. Em 2014, a agência aprovou o registro de 23 genéricos. A concessão desse registro significa que o produto é cópia fiel do medicamento de referência e tem eficácia e segurança comprovadas.

De acordo com a Anvisa, o preço do medicamento genérico chega a ser 35% menor que o do medicamento de referência, o remédio de marca.

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Anvisa registra novo medicamento para Hepatite C

março 23rd, 2015 Posted by Sem categoria No Comment yet

Droga tem como vantagem um percentual maior de eficácia, tempo reduzido de tratamento e comodidade de tomar apenas uma vez ao dia.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu o registro de um novo medicamento para tratamento da Hepatite C, o Olysio (simeprevir sódico).

A publicação está no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (11). Com isso, médicos e pacientes passam a ter mais uma opção terapêutica para a doença.

O processo de registro desse medicamento foi alvo de priorização de análise em outubro de 2014, por solicitação do Ministério da Saúde.

O Olysio é o segundo medicamento novo para o tratamento da Hepatite C registrado em 2015. A nova droga tem como potencial vantagem em relação às terapias já existentes um percentual maior de eficácia, tempo reduzido de tratamento, comodidade posológica (uma vez ao dia), além dos benefícios do uso oral.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, cerca de 3% da população mundial pode ter tido infecção por esse vírus, o que corresponde a 185 milhões de pessoas. No Brasil, a prevalência na população é em torno de 1,4% a 1,7%, principalmente entre os maiores de 45 anos.

Segundo o levantamento, atualmente, 15,8 mil pessoas estão em tratamento para a Hepatite C no SUS, sendo o Brasil um dos únicos países em desenvolvimento no mundo que oferece diagnóstico, teste e tratamento universal para as hepatites virais, em sistemas públicos e gratuitos de saúde

Vírus

A hepatite C é causada pelo vírus C (HCV). A transmissão ocorre, principalmente, por meio de transfusão de sangue, compartilhamento de material para uso de drogas, objetos de higiene pessoal – como lâminas de barbear e depilar, alicates de unha ou outros objetos que furam ou cortam, na confecção de tatuagem e colocação de piercings.

Fonte:
Agência Nacional de Vigilância Sanitária