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Apresentadas novas ferramentas terapêuticas contra o câncer

novembro 26th, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

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Nano-medicamentos, técnicas cirúrgicas cada vez mais afinadas graças ao laser e os ultrassons focalizados: o tratamento do câncer apela a novas técnicas cirúrgicas, segundo especialistas reunidos na Academia de Cirurgia de Paris.

Durante muito tempo, os únicos tratamentos disponíveis para o câncer eram cirurgia, quimio e radioterapia.

Há vários anos, há inovações promissórias, incluindo os nano-medicamentos, cápsulas de tamanho minúsculo (com um bilionésimo de metro), isto é, 70 vezes menores que um glóbulo vermelho, e capazes de conduzir uma molécula ativa ao local preciso onde a mesma é necessária, evitando outras partes do corpo onde não é.

“Isto permite evitar efeitos colaterais frequentemente importantes, que se observam na quimioterapia clássica, mas também curto-circuitar fenômenos de resistência”, explicou Patrick Couvreur, biofarmacêutico pioneiro destes minúsculos comprimidos.

Atualmente há uma dezena de nano-medicamentos disponíveis no mercado, a maioria usados em cancerologia: este é o caso do Doxil ou Caelyx (doxorrubicina) do Janssen Cilag, e do Abraxane (paclitaxel), do laboratório americano Celgene, dois remédios utilizados no tratamento do câncer de mama e de ovários em estado avançado.

Em 40 hospitais europeus e americanos há estudos clínicos para avaliar o efeito da doxorrubicina encapsulada em nano-medicamento em cânceres de fígado, resistentes à quimioterapia.

Segundo resultados preliminares citados por Couvreur, a sobrevivência dos doentes se multiplicaria por dois.

Tratamentos mais precisos

Graças à melhora constante das técnicas nos últimos anos, os doentes de câncer podem se beneficiar de atos terapêuticos radiológicos.

Para Afshin Gangi, que pratica radiologia em Estrasburgo (leste da França), se trata de “pegar o caminho mais curto há um tumor” e destruí-lo da forma mais completa possível, sem necessariamente recorrer à cirurgia clássica. Ela pode ser substituída por técnicas de ablação térmica, que usam radiofrequências, laser, micro-ondas, crioterapia (a frio) ou ultrassons focalizados (a energia acústica se concentra sobre o alvo que deve ser destruído).

Usadas principalmente para intervir no rim, no fígado e na próstata, estas técnicas poderiam ser aplicadas no futuro a outros órgãos abdominais e também o câncer de mama, segundo Gangi.

Segundo Albert Gelet, urologista do hospital de Lyon (centro-leste), o tratamento focal da próstata constitui uma boa alternativa para cânceres medianamente agressivos.

Até poucos anos atrás, o tratamento padrão era a ablação cirúrgica total da próstata, com seu corolário de efeitos indesejáveis (perda de urina e transtornos de ordem sexual).

“Com o tratamento focal, reduz-se a toxicidade no trato urinário e sexual”, disse Gelet, embora admita carecer de resultados de curto prazo. Em 2015, começará um estudo na França para avaliar tratamentos contra o câncer de próstata através do ultrassom focado.

O outro interesse destas técnicas é que não excluem recorrer a tratamentos clássicos – cirurgia e radiação -, se o câncer se tornar mais agressivo.

Segundo Gelet, cerca de 20% dos cânceres de próstata poderiam ser tratados desta forma no futuro.

Outra inovação suscetível de melhorar sensivelmente a sobrevivência de alguns pacientes com câncer de estômago ou cólon consiste em combinar a cirurgia com a quimioterapia líquida na cavidade abdominal entre 42°C e 43°C.

A técnica tem o nome de CHIP (quimioterapia hipertérmica intra-peritoneal) e é usada há vários anos na França em pacientes que têm metástase no peritônio, com taxa de sobrevivência de 5 anos em 16% e 0% entre aqueles que não fizeram o tratamento, disse Olivier Glehen, um dos especialistas desta técnica do hospital Lyon-sul. As informações são da AFP.

(Redação- Agência IN)

Você sabe qual a importância da prescrição de fitoterápicos?

novembro 26th, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

A Fitoterapia e Suplementação Nutricional são temas extremamente atuais, que visam ampliar o trabalho do nutricionista, focando não só na quantidade e qualidade da dieta, mas também nas propriedades fitoquímicas dos fitoterápicos em diferentes fases da vida e no tratamento de diferentes doenças.

 

Além disso, atualmente as pesquisas científicas mostram que existem em diferentes situações, como exercício e doenças; necessidades nutricionais específicas tornando necessária a suplementação nutricional com vitaminas, minerais, proteínas, aminoácidos, lipídios e ácidos graxos, carboidratos e fibras; isolados ou associados entre si.

 

Tendo em vista as características generalistas dos cursos de Graduação em Nutrição, que não permitem que sejam abordados diversos temas com profundidade, torna-se necessário o estudo continuado através dos cursos de Pós-graduação.

 

O curso de Fitoterapia e Suplementação Nutricional pretende abordar os diversos aspectos da prescrição de fitoterápicos e suplementação nutricional, com enfoque desde a bioquímica, fisiopatologia e farmacologia, até as propostas mais recentes da fitoterapia e suplementação.

 

Tendo isso em vista, serão apresentadas discussões sobre as características epidemiológicas e medidas específicas de promoção da saúde e prevenção de doenças em diferentes fases da vida; já que o investimento nesses fatores é decisivo não só para garantir qualidade de vida, mas também evitar gastos com hospitalização, que a cada dia se torna mais cara em razão do alto grau de sofisticação em que se encontra a medicina moderna.

 

Hábitos alimentares saudáveis reduzem significativamente as chances do desenvolvimento de diversas doenças, especialmente quando implementadas precocemente. Todos os alimentos têm propriedades nutricionais, mas alguns nutrientes possuem funções benéficas particulares. Os fitoquímicos, por exemplo, são substâncias capazes de melhorar a saúde e reduzir o risco de doenças.

 

Devido a grande demanda este curso de Pós-graduação Lato Sensu é destinado ao estudo dos Suplementos e Fitoterápicos na Nutrição Clínica e Esportiva como forma de melhorar a qualificação profissional e como estratégia para complementar a prescrição dietética é de extrema importância. Além disso, será obrigatório a partir de 25 de junho de 2016 o certificado de Pós-graduação Lato Sensu na área ou título de Especialista para nutricionistas que prescrevem Fitoterápicos ou Preparações Magistrais, de acordo com a resolução 525/2013 do CFN. 

 

Fonte | Profª M.ª GABRIELA CHAMUSCA

 

Professora convidada para os cursos de Pós-graduação da ESTÁCIO, Gabriela é nutricionista, Mestre em Educação Física e Coordenadora de Nutrição da Ztrack Esporte e Saúde. Atua também como consultora e assessora nutricional para empresas e profissionais.

 

 

FONTE: SEGS

AUTOR: FABIANA CARDOSO

SUS distribui esta semana novos medicamentos contra a aids

novembro 26th, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

Medicamentos para aids: uma das inovações é o ritonavir 100 miligramas (mg) na apresentação termoestável, que poderá ser mantido em temperatura de até 30 °C

Paula Laboissière, da AGÊNCIA BRASIL

Brasília – Duas novas formulações de medicamentos para pacientes com aids começam a ser distribuídas esta semana pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A estimativa do Ministério da Saúde é que 135 mil pessoas em tratamento para a doença sejam beneficiadas.

Uma das inovações, segundo a pasta, é o ritonavir 100 miligramas (mg) na apresentação termoestável, que poderá ser mantido em temperatura de até 30 °C.

A ideia é ampliar a adesão ao tratamento e facilitar a logística de armazenamento, distribuição e dispensação. O medicamento distribuído até então exigia armazenamento em câmara fria, com temperatura entre 2 °C e 8 °C.

A rede pública também vai começar a distribuir o Tenofovir 300 mg composto com a lamivudina 300 mg em um único comprimido – o chamado 2 em 1. Atualmente, cerca de 75 mil pacientes estão em uso das chamadas monodrogas, utilizando um comprimido de Tenofovir e dois comprimidos de lamivudina 150 mg ao dia.

Desde 1996, o SUS distribui gratuitamente o coquetel antiaids para todos que necessitam do tratamento. Atualmente, são oferecidos 22 medicamentos com 39 fórmulas. Os dados mais recentes da pasta indicam que, em 2013, 350 mil brasileiros faziam tratamento contra a aids.

A estimativa é que 720 mil pessoas vivem com HIV/aids no país, sendo que 150 mil não sabem de sua condição sorológica. A prevalência de infecção de 0,4% na população sexualmente ativa (15 a 49 anos) é considerada estável desde 2004. A taxa de detecção de aids no país está estabilizada em 20 casos a cada 100 mil habitantes, o que representa cerca de 39 mil casos novos da doença ao ano.