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Componente da maconha tem circulação vetada pela Anvisa dentro do país.

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto (SP) começarão a fazer testes com canabidiol para estudar os efeitos no sono do composto químico presente na maconha. De acordo com o professor da Faculdade de Medicina (FMRP) José Alexandre de Souza Crippa, o teste com a substância em outros distúrbios neurológicos já apresentou resultados positivos e 40 voluntários estão sendo convocados para participar do novo estudo.

A instituição confirmou os testes depois de ter enviado, em julho, uma carta aberta à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) defendendo a reclassificação do canabidiol, com circulação vetada no país. Atualmente, remédios que contém a substância só são utilizados por pacientes que possuem autorização especial para importação concedida pelo próprio diretor da agência ou ainda sentença jurídica com a mesma finalidade.

Sono e Mal de Parkinson

Através do estudo, os pesquisadores pretendem observar a atuação do canabidiol no sono, avaliando, por exemplo, se a substância mantém os níveis de relaxamento durante a noite.

No caso dos pacientes com Mal de Parkison – doença progressiva que atinge os movimentos devido à disfunção dos neurônios – a substância reduziu outros sintomas, além de aliviar os problemas enfrentados por eles na hora de dormir.

Diante disso, o professor diz que, primeiramente, esse novo estudo quer entender como o canabidiol funciona em pessoas sem alterações do sono, para, em seguida, investigar sua atuação em pacientes com insônia.

Voluntários

Para participar do novo estudo da USP, o voluntário, homem ou mulher, precisa ter a idade mínima de 18 anos e não apresentar nenhum distúrbio de sono. Também é preciso preencher informações solicitadas por um formulário de triagem online, através do qual será avaliado se a pessoa está apta ou não a participar. Moradores de Ribeirão Preto e não fumantes terão preferência.

Segundo Crippa, os selecionados devem passar, pelo menos, duas noites no Hospital das Clínicas da FMRP, fazendo um teste chamado polissonografia, mais conhecido como exame do sono, durante o qual será administrada uma dose de canabidiol. Haverá ajuda de custo para cobrir eventuais despesas com transporte e alimentação.

Polêmica

Enquanto tentam demonstrar a eficiência do componente no sistema neurológico, os pesquisadores precisam enfrentar a polêmica dos testes com o canabidiol, já que o medicamento do componente é ilegal no Brasil. “A polêmica é porque o canabidiol é um composto que está presente na Cannabis sativa [maconha]. Se ele estivesse na jabuticaba, por exemplo, não haveria nenhuma polêmica”, garante o pesquisador.

Ele explica que o problema surge no uso clínico da substância e na possibilidade do composto ser receitado por médicos. Contudo, para sua aplicação em pesquisas, não há impedimento algum, de acordo com os padrões definidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Em maio, uma reunião da Diretoria Colegiada do órgão, em Brasília, discutiu se o canabidiol deveria ser retirado da lista de substâncias de uso proscrito para entrar para a lista de substâncias de controle especial (comercializado com receita médica de duas vias). Porém um dos diretores pediu vista do processo, o que adiou a decisão.

Crippa lembra, ainda, que o canabidiol é apenas um dos 480 componentes da maconha e que, portanto, não podem ser interpretados como sinônimos. “O canabidiol não causa dependência, nem abstinência, nem tolerância. E não tem efeitos colaterais maiores”, afirma e frisa que a maconha, enquanto conjunto de componentes, oferece sim riscos à saúde.

A preocupação com a confusão entre a planta e seu componente é tamanha que os pesquisadores estão propondo a mudança do termo “maconha medicinal” para “canabinóide medicinal”. A proposta faz parte da carta aberta da FMRP à Anvisa, na qual foi defendida a reclassificação do canabidiol.
Resultados

A pesquisa do efeito da substância nos padrões do sono é apenas mais uma de uma série de estudos da FMRP sobre o componente. “Nós já demonstramos eficácia [do canabidiol] na doença de Parkinson, nos transtornos de ansiedade, mostramos em esquizofrenia, em doenças do sono – em algumas delas -, além disso, nós testamos em dependência de maconha e, um estudo que estamos concluindo com um grupo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em dependência de crack”, diz Crippa.

O grupo de estudos da USP de Ribeirão é responsável pelo maior número de pesquisas nesta área. Em todos os testes, a substância se mostrou bastante segura para a correção de certas deficiências do organismo.

Esse foi o caso da menina Anny, de seis anos, portadora da síndrome CDKL5 (doença rara, que, entre outros sintomas, apresenta sinais de epilepsia grave). De acordo com seus pais, um medicamento à base de canabidiol reduziu as crises de convulsões e trouxe mais qualidade à vida da menina. Contudo, foi necessário ganhar na justiça o direito de importar o remédio dos Estados Unidos, onde sua venda é permitida.

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Novo medicamento biológico para psoríase apresenta resultados inéditos no clareamento das lesões

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet
  • Mais de 70% dos pacientes com psoríase moderada e grave em uso de um medicamento em estudo, secuquinumabe, apresentaram clareamento parcial ou total das lesões de pele que são constituídas por placas avermelhadas e descamativas, já nas primeiras 16 semanas de tratamento¹
  • Novo medicamento poderá atender à alta demanda de pacientes que não respondem aos tratamentos atuais, o que representa cerca de 50% dos pacientes diagnosticados2,3

Melhora de qualidade de vida, clareamento mais rápido e prolongado das lesões de pele (placas avermelhadas descamativas) e redução dos sintomas da psoríase foram os principais resultados dos estudos ERASURE e FIXTURE, publicados no New England Journal of Medicine. Em ambos, o secuquinumabe mostrou-se mais eficiente do que o Enbrel® (etanercepte), tratamento mais utilizado no mundo atualmente¹.

A psoríase é uma doença inflamatória da pele, sem cura e não contagiosa. Ela é caracterizada pela formação de placas avermelhadas e descamativas, que aparecem, em geral, no couro cabeludo, cotovelos e joelhos. Seu impacto na qualidade de vida dos pacientes é similar ao de doenças como câncer, artrite, doenças cardíacas, diabetes e depressão, levando alguns pacientes a até abandonar o trabalho ou o convívio social.

De acordo com os estudos, mais da metade dos pacientes que utilizaram secuquinumabe tiveram clareamento total ou parcial das lesões causadas pela doença nas primeiras 12 semanas de tratamento (59,2% dos pacientes tiveram melhoras no estudo ERASURE, e 54,2% no estudo FIXTURE). Em comparação, apenas 20,7% dos pacientes tratados com Enbrel® alcançaram o mesmo resultado no estudo FIXTURE¹. Foram observadas diferenças clínicas relevantes já na segunda semana, e, em média, os pacientes tiveram os sintomas reduzidos pela metade já na terceira semana.

Os resultados foram ainda melhores na 16ª semana do estudo: mais de 70% dos pacientes apresentaram a redução das placas avermelhadas, escamação da pele, coceira e dores, principais sintomas da psoríase¹.

“Cerca de 50% dos pacientes com psoríase moderada e grave não respondem aos tratamentos atuais e necessitam de novas abordagens terapêuticas para melhorar a qualidade de vida e conviver com essa doença, que é extremamente debilitante”, comenta a Dr. Paula Machado, Gerente Médica da Dermatologia da Novartis. “Estes resultados mostram a alta eficácia e segurança de secuquinumabe e trazem uma nova esperança para os pacientes com psoríase moderada e grave”. O secuquinumabe também alcançou resultados superiores na melhora da qualidade de vida relacionada à saúde e demonstrou perfil de segurança consistente com os estudos na fase II¹.

Os estudos em fase III, com duração de 52 semanas, envolveram 3.300 pacientes com psoríase moderada e grave em mais de 35 países e apontam uma nova esperança para o controle da doença, que impacta diretamente na vida dos pacientes. Em 70% dos casos, a psoríase está associada também a outras enfermidades como ansiedade, obesidade e artrite psoriasica. Além disso, muitos pacientes deixam de fazer suas atividades rotineiras, como trabalhar, por causa dos sintomas da doença.

Sobre secuquinumabe

Secuquinumabe é o primeiro anticorpo monoclonal humano que se liga seletivamente a IL17A, proteína que atua no desenvolvimento da psoríase, neutralizando alguns de seus efeitos6,7. Estudos fase II e III em pacientes com psoríase em placas moderada à grave e também em algumas doenças reumatológicas como artrite psoriática, espondilite anquilosante e artrite reumatoide, indicaram que secuquinumabe poderá fornecer um novo mecanismo de ação para o sucesso do tratamento doenças imunomediadas5,6.

Sobre a Novartis

A Novartis oferece soluções de saúde inovadoras que atendem às necessidades em constante mudança de pacientes e da população. Com sede em Basileia, na Suíça, a Novartis oferece um diversificado portfólio de medicamentos inovadores; cuidados com os olhos; medicamentos genéricos de baixo custo; vacinas preventivas e ferramentas de diagnóstico; medicamentos isentos de prescrição e saúde animal. A Novartis é a única empresa global com posição de liderança em todas essas áreas. Em 2013, as operações do Grupo atingiram vendas líquidas de US$ 57,9 bilhões, enquanto cerca de US$ 9,9 bilhões foram investidos em pesquisa e desenvolvimento. As empresas do Grupo Novartis empregam aproximadamente 136.000 colaboradores e operam em mais de 140 países ao redor do mundo.

Disclaimer

As informações contidas neste texto têm caráter informativo, não devendo ser usadas para incentivar a automedicação ou substituir as orientações médicas. O médico deve sempre ser consultado a fim de prescrever o tratamento adequado.

Sandoz traz ao mercado nova opção de tratamento para mieloma múltiplo

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet
  • Primeira versão genérica do medicamento oncológico Bortezomibe no mercado brasileiro
  • Nova opção terapêutica para pacientes que sofrem de mieloma múltiplo

A Sandoz, divisão de genéricos da farmacêutica suíça Novartis, anuncia hoje o lançamento da primeira versão genérica de Bortezomibe no mercado brasileiro, fruto de um acordo com o laboratório Accord Farmacêutica para distribuição e promoção do produto. Trata-se do primeiro medicamento do portfólio de Oncologia da Sandoz do Brasil para tumores hematológicos, formado até então por moléculas para tratamento de tumores sólidos.

Bortezomibe, versão genérica do Velcade® da Janssen-Cilag®, é indicado para o tratamento de mieloma múltiplo, um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas da medula óssea e atinge predominantemente homens e mulheres entre 50 e 70 anos. O descontrole do crescimento dessas células causam tumores em ossos sólidos.

A diretora de especialidades, Daiane Trombini explica que a atuação da Sandoz no Brasil tem se tornado cada vez mais forte no segmento de especialidades. O portfólio da empresa conta com medicamentos oncológicos injetáveis e biossimilares para o tratamento complexos, destacando-se o câncer de próstata, câncer de mama e câncer de pulmão, impulsionada pela missão de ser a principal fornecedora de medicamentos de alta qualidade acessíveis.

“Mais do que uma conquista para o nosso portfólio, esta é uma vitória de milhares de pacientes. O Bortezomibe não é reembolsado em sua totalidade pelo governo e a versão genérica garantirá acesso a novos pacientes e oferecerá mais uma opção  aos pacientes que já estão em tratamento”, conclui Daiane.

A novidade é mais uma molécula da Sandoz para promover o acesso a medicamentos de qualidade para tratamentos complexos.  A versão genérica poderá ser encontrada na apresentação de 3,5 mg, pó liofilizado, em frasco ampola.

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Sanofi busca um remédio para as perdas da Medley II

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

Procurada pelo RR, a Medley negou que haja uma perda projetada de R$ 200 milhões para este ano, mas não entrou em detalhes em relação aos resultados.

Informou ainda que seu market share “está estabilizado desde setembro do ano passado, com crescimento significativo nos últimos três meses.” A Sanofi tem adotado um amplo receituário na tentativa de debelar as perdas da Medley.

Já fez pesados cortes de custos, intensificou a política de descontos no varejo – em alguns casos, a redução de preços beira os 90% -, e trocou executivos a granel.

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Pfizer e Merck se unem para testar tratamento contra câncer de pulmão

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

     

AFP – Agence France-Presse

Os grupos farmacêuticos americanos Pfizer e Merck vão iniciar testes clínicos para um tratamento contra o câncer de pulmão unindo duas de suas moléculas, anunciaram nesta terça-feira em um comunicado conjunto.

Os testes de laboratório de fase 1 começarão no ano que vem, sob a condução da Pfizer.

Eles serão destinados a avaliar o potencial terapêutico e a tolerância a um tratamento contra o câncer de pulmão em estado avançado ou metástase que combinarão um inibidor de enzimas Pfizer (crizotinib) e um anticorpo desenvolvido pela Merck (pembrolizumab).

As modalidades financeiras do empreendimento conjunto não foram divulgadas.

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Farmacêutica GSK vai acelerar testes de vacina experimental contra Ebola

setembro 3rd, 2014 Posted by Sem categoria No Comment yet

Por Ben Hirschler e Sharon Begley

LONDRES/NOVA YORK (Reuters) – Uma vacina experimental para combater o Ebola feita pela farmacêutica GlaxoSmithKline está sendo levada para estudos em humanos, e a companhia planeja formar um estoque de até 10 mil doses para uso de emergência, caso os resultados sejam positivos.

O trabalho de pesquisa está sendo acelerado com o financiamento de um consórcio internacional, refletindo a crescente preocupação a respeito do pior surto da doença, que já matou mais de 1.500 pessoas no oeste da África.

A esperada vacina da GSK, que está sendo codesenvolvida com os Institutos Nacionais de Saúde (NIH, na sigla em inglês), dos EUA, deve ser dada a voluntários saudáveis na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos a partir de meados de setembro, e, após isso, o programa será estendido para Gâmbia e Mali.

A maior fabricante britânica de medicamentos disse nesta quinta-feira que a Fase 1 dos testes começaria assim que recebesse aprovações éticas e regulatórias para prosseguir.

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas do NHI também está trabalhando em um programa mais amplo de testes clínicos, incluindo uma versão da vacina da GSK que poderia combater uma segunda cepa do Ebola, assim como a do oeste africano.

Além disso, pesquisadores dos EUA planejam testes em humanos de uma vacina desenvolvida por cientistas do governo canadense, a qual foi licenciada para a empresa NewLink Genetics.